Museu Escola do IB

ENGENHARIA GENÉTICA: BENEFÍCIOS E PERIGOS

 

Silvio Luis de Oliveira

Helanderson de A. Balderramas

 


O que são transgênicos?

 

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Ao longo dos séculos têm-se produzido animais com novas combinações genéticas, utilizando métodos tradicionais de reprodução, mediante cruzamentos seletivos e hibridização, mas sempre com a limitação de que os genes que se cruzavam, deviam pertencer a mesma espécie ou a espécies muito parecidas.

A transgênese é uma nova tecnologia que permite alterar as características dos animais pela troca direta de seu material genético. Como o DNA contém um código genético universal, que é comum a todos os organismos vivos, a princípio pode-se transferi-lo a organismos não pertencentes à mesma espécie, originando organismos com características peculiares e “úteis” que, de outra maneira não poderia ocorrer.

Os animais transgênicos se caracterizam por possuir um gene de interesse que não está normalmente presente em seu genoma. Eles são utilizados principalmente para produzir um determinado fator de interesse comercial e/ou científico. Uma das mais importantes aplicações da tecnologia dos transgênicos é a criação de modelos animais de doenças humanas, este potencial tem sido realizado pela caracterização de genes promotores e/ou facilitadores, que permitem direcionar a expressão direta de genes estranhos para um tipo específico de célula. Uma vez estabelecido, o modelo transgênico, por exemplo, pode ser usado para o estudo de mecanismos moleculares que contribuem na patogênese de uma doença, para identificar agentes que possam eliminá-la, retardar sua progressão ou melhorar seus sintomas.

Três principais metodologias são utilizadas para transferir um gene de interesse no genoma de um outro animal hospedeiro:

 

A tecnologia transgênica em animais, ainda se encontra em fase experimental. Com o tempo e experiência, poderá vir a ser extensamente utilizada. Nessa fase, é possível ver as potenciais vantagens e predizer os possíveis riscos que essa nova técnica possa acarretar.

 

Vantagens

  • Especificidade: A característica requerida pode ser escolhida com muito mais precisão, assim os riscos indesejáveis reduzem bastante.

  • Velocidade: Se pode estabelecer uma característica desejada em uma geração, enquanto que, na reprodução seletiva, são necessárias muitas gerações.

  • Economia: Se pode introduzir novas características nos animais, para reduzir suas necessidades alimentícias e tratamento veterinário.

 

Desvantagens

  • Saúde do animal: A inserção de um transgene pode alterar a expressão do genoma (e, portanto as “funções” do animal).

  • Transmissão de vírus: Este é um tema particularmente preocupante no caso da reprodução de animais como doadores de tecidos, para os xenotransplantes.

  • Disseminação: Os transgenes poderiam ser transmitidos a populações silvestres através da reprodução normal.

Quanto às aplicações da transgenia, podemos citar dois principais segmentos:

  • Modelos de enfermidade: É possível introduzir genes mutantes de humanos em ratos, induzindo determinada doença, com a finalidade de se buscar a cura, sem que os humanos passem por testes experimentais.

  • Melhora de ganho: Com alterações genéticas é possível que animais criados para fins comerciais tenham um crescimento acelerado em um menor espaço de tempo, carne com índice de gordura reduzido ou ainda redução da sensibilidade a infecções.